Sobre F8 e falar rapido

Como muitas pessoas me sentei hoje de manha e assisti a F8 Annual Developers conference do Facebook ao vivo desde São Francisco. A maioria das manchetes vão, tenho certeza, focar-se nas grandes mudanças que a plataforma irá incorporar nos próximos meses.

Claro que será interessante ler a chuva de comentários no próprio Facebook enquanto os usuários se acostumam com as novas ferramentas e as nossas vidas sociais continuam a evoluir e como nossas relações no facebook murarão a medida que o site ganha mais controle sobre os elementos das nossas vidas. No nível pessoal parece que uma grande quantidade, mesmo que pequenas, de mudanças em um curto período de tempo pode gerar um certo estranhamento de alguns usuários com o site. Eu questionaria se nós como usuários teremos a chance de escolher, em algum momento, ficar com a plataforma como era, nos “aposentar” e deixar o publico mais hard-core ou jovem continuarem a se adaptar as novas versões.

Contudo, o que mais me interessou do evento, e vejo isto como um observador do comportamento comunicacional e alguém que morou na costa oste dos Estados Unidos, é quão rápido uma grande variedade de representantes do facebook, desenvolvedores, pessoal de PR, etc. sentiram a necessidade de falar muito rápido. Claro que eles estavam contentes com seus respectivos anúncios mas para uma empresas que é uma potencia no mundo da comunicação fiquei impressionado pela completa incapacidade de ligar para os espectadores do evento.

Tudo isto me fez questionar se há estudos que analise se estamos falando mais rápido, culturalmente e individualmente, do que o passado. Se você asiste filmes ou programas de radio antigos fica evidente que as pessoas falam mais devagar. Existe alguma evidencia empírica (nos ajude) que respalde nossa teoria do dia?

2 thoughts on “Sobre F8 e falar rapido

  1. Lena

    Mark Zuckerberg, sem dúvida, fala muito rápido. Quando ele esteve aqui, em São Paulo, e falou com os jornalistas (eu estava entre eles) me impressionou esse jeito de jovem comum. Um blusão, uma calça jeans, um tênis. E a fala rápida de muitos dos jovens de hoje. Tenho um amigo que parecia uma metralhadora em certos momentos (acho que agora ele tem 23… pode ser que tenha desacelerado um pouco). Acho que deve ser a necessidade de passar muita informação. Um pouco do que é a internet. Muita informação e oferecida de forma aceleradíssima – e corra porque daqui a pouco surge mais uma novidade e você ficará por fora.
    Também acho que, assim como somos compelidos a despejar nossas informações, somos estimulados a fazer mais barulho. Pode ser que, em meio a tanta coisa, a gente precise de algo extra para chamar atenção. Daí, o barulho. Estamos falando rápido demais e com alguns decibéis acima do normal. O que ouço de conversas alheias, de gente abrindo o coração pelo celular, não é brincadeira. E não é porque estou ardendo de curiosidade. Não quero saber que a mocinha levou um fora do namorado e que sua colega diz que isso foi melhor (“imagina! Ele não te merece”). Mas as pessoas estão falando tão alto que acabo descobrindo intimidades sem querer. Não estou me isentando de nada. Eu também estou muito envolvida com o mundo digital e seus vícios e que tais. Sobre o barulho, lembro de um livro escrito por um famoso especialista em memória, o professor Ivan Izquierdo. Era um trabalho que falava da necessidade e da importância do silêncio.

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