Category Archives: brasil@home

Life without a cleaner…but shouldnt that be a man cleaning the house?

Though not the the first article to touch on this subject in recent months, and despite the title being slightly misleading in that the overall number of domestic workers hasnt in real numbers decreased, the feature article in this week’s Epoca is one of the better written pieces exploring this social and cultural phenomenon here in Brazil. A series of changes in the national economy and in the values associated with education and different professions now means that more young women from less privileged backgrounds are seeking professions and careers with better prospects than those of their mother’s generation. This also reflect changes in the social classes which traditionally employed domestics – as they are questioning the values behind employing domestics as well as the increasing costs of such employees.

Despite the obvious economic issue underpinning this debate, the question of a shift in societal values is perhaps the most interesting part of the discussion. This must inherently include a consideration of how gender roles are changing in Brazilian society and how relationships to the ‘domestic’ are also changing rapidly. Brazilian men especially of the traditional middle class are not so unlike their European or North American ocunterparts in that they would appear to be suffering from something of an identity crisis at present. Though not directly questioned in the article, i always wonder how Brazilian men (especially those who have partners or wives who work outside of te home) feel about having female domestic workers in their living spaces. As it is often an area of the economy where women employ other women, the role and attitudes of men to the decision-making around domestic work is something which is perhaps not understood or questioned enough. Other studies and newspaper srticles have shown that Brazilian men are increasingly likely to share domestic tasks – but to how this might be changing broader societal attitudes to equality of employment opportunities is perhaps less evident. It was disappointing to see that in a recent UN Human Development Report that Brazil has a level of gender inequality mush worse than most of its South American neighbours and the number of elected female politicians in Brazil is one of the worst in the world.

Although and as the article highlights the real problem is that most domestics were far closer to the slave relationship than real employees – and the ‘them and us’ relationship was paternalistic at best, cruel at worst and in general inefficient and unproductive for the economy. However in a twist which again turns the whole ‘new middle class’ debate on its head, many of the economicall emerging classes now employ domestics themselves and this is what is really causing the squeeze in the labour market. The other interesting factor and one which is close to our hearts because of our ongoing ‘Brasil@Home’ project is the fact that the new dynamics mean that the old model of apartments with a separate space for the domestics – out the back as opposed to the upstairs / downstairs model of Victorian England – is now redundant and most people are reshaping the use of their apartments turning the ‘quarters’ of the maid into a spare storage room.

Britain@Home

Estamos realizando um projeto sobre as relações entre os brasileiros e o conceito de ‘lar’: brasil@home

Thinking Allowed (Pensando é Permitido) é o programa de Radio da BBC 4 que faz reportagem sobre as ciências sociais. Recentemente a programa explorou as mudancas nas relações com o “lar” em uma série de 3 partes gravada nas casas dos ouvintes no Reino Unido.

“Com quem vivemos, como é que funcionam as nossas casas e o que eles dizem sobre nós e sobre as transformações dramáticas sociais do século passado e do século que vem?”

Debates políticos ainda anda em volta da suposição de que a maioria de nós vive em casas de família convencional. Entretanto, pesquisa sugere que em 20 anos, apenas 2 de 5 pessoas estarão em casamentos e casais serão em menor número por outros tipos de família. A portas fechadas, a Grã-Bretanha está mudando: o numero de solteiros aumentou 30% em 10 anos, mas ao mesmo tempo, as pressões financeiras estão impulsionando um crescimento em famílias extensas – pessoas que compartilham as contas e tarefas de uma forma que torna a vida muito privada menos privada.

Na edição 1 o apresentador Laurie Taylor viaja para Cove em Argyll and Bute para conhecer alguém que mora sozinho e trabalha em casa. Ele é acompanhado pelos sociólogos Roona Simpson e Neale Bren.

TA_Home 1 – the multi-generational home

Na edição 2 o apresentador Laurie Taylor visita uma família multi-geracional grande em Bristol acompanhados pelos sociólogos Rachel Thomson e Dermot Esther.

TA_ Home 2_ Single Living

Na edição 3 o apresentador Laurie Taylor viaja para uma aldeia perto de Preston em Lancashire para atender o que é às vezes chamado de um clássico da família ‘nuclear’. Ele é acompanhado pelos sociólogos, Jacqui Gabb da Universidade Aberta e Professor Peter Bramham de Leeds Metropolitan University.

TA_ Home 3_ Nuclear household

Aumento do preço dos imoveis

Mais uma sobre o mercado imobiliário brasileiro. Segundo um artigo da revista exame nos últimos 12 meses o preço dos imoveis subiu em media 25%. É interessante notar que, ao mesmo tempo em que a revista aponta o aumento de preços, também apresenta que: “Em média, um novo prédio leva quatro meses para ser completamente vendido nas principais capitais do país, três vezes mais rápido do que cinco anos atrás — e há dezenas de casos de condomínios que são comercializados num único fim de semana, alguns em poucas horas.”

Também vale a pena destacar que: “A expansão imobiliária dos últimos anos está provocando transformações urbanas no país inteiro. Dezenas de novos bairros vêm surgindo nas principais capitais brasileiras.”

Estas duas mudanças em conjunto somadas à verticalização das cidades estão transformando a nossa forma de nos relacionar com o ambiente habitacional. Sem contar que atraem investidores estrangeiros ao pais.

Você se sente afetado por isto? O Brasil está ficando caro? Nos deixe seu comentário.

Fonte: A maior alta de imóveis do mundo

Domesticas em casa e em falta

Segundo a revista Veja existem em São Paulo 632.000 trabalhadores domésticos. O numero caiu de 657.000 em 2006. Uma diminuição de 14%. Segundo a revista a percepção geral das patroas e que faltam profissionais para atuar nas areas de “faxineiras, diaristas, babás, cuidadoras de idosos, cozinheiras, lavadeiras, passadeiras e arrumadeiras.”

Com o fortalecimento da economia brasileira a classe media emergente passa a querer empregar, cada vez mais, pessoal para tomar conta de suas casas. Como aponta a revista: “O bom momento econômico também produz mais patrões. A classe C, que antes era empregada, agora quer contratar.”

Resta perguntar como estas mudanças vão afetar a relação da classe media emergente com seus afazeres do lar. Será que as empregadas domesticas têm uma voz na hora de escolher os produtos utilizados na casa das patroas? Deixamos a pergunta e ouvimos.

Fonte: Domésticas passam a apitar as regras do jogo

brasil@home: recent posts

Brasil@Home – which we set up a few weeks ago has had some fantastic posts in the past few days. Many thanks to all of those who have participated.

A small selection of their offerings and photos here …

Eduardo Zanaletto: “A casa é um simples retângulo de concreto ao qual atribuímos uma porção de significados. É “lar” quando falamos de nossa família. É “status” quando dizemos nosso endereço. É “atitude” diluída em cada um dos detalhes da decoração.”

Marcella Lemos Arcuri: “Para mim, pouco importa o tempo que você passa ou passou em certo lugar. A partir do momento em que você se sente bem, acolhido, confortável; em um lugar onde você é você mesmo e tudo que está ao seu redor mostra isso, ele torna-se seu lar.”

Camila Rossi: “É onde encontro meu silêncio e ganho minha pausa de mil compassos da cidade frenética, é nela que recebo os sorrisos dos amigos ao redor de uma boa mesa, é aqui que moram meus livros, crescem minhas plantas e cultivo meus dias…”

brasil@home

we have now offically started the brasil@home project…
brasil@home é um projeto único para explorar as diferenças e as transformações nas relações que os brasileiros têm com o ‘lar’

Full instructions are on the site – we’ll keep going with some updates here over the next few weeks

Community / Communities in Sao Paulo

09022010(003)
Not sure about the quality of the photo but i hope it serves to illustrate a point. In the build up to carnaval there have been a couple of interesting articles about COMMUNITY or rather the lack of COMMUNITY spirit in Sao Paulo recently and the fact that Samba schools have been moving out of their traditional central neighborhoods towards the periferia. I think it was a shame that the articles and those quoted seemed to take such a simplistic and uncritical view of COMMUNITY. Whilst the specifics of the relationship between Samba schools and the relationships to their relevant neighborhoods may reflect the realities of the contest for space and interestingly silence (more about this to come), the bigger issue of community spirit is somewhat more complex. I took this photo today in Parque Buenos Aires in Higienopolis – presumably the kind of neighborhood to which the article refers. I post it as an example of a community that is alive and well in Sao Paulo – walk through the park most mornings and you’ll see a multitude of young mums, nannies, the odd (or should i say occasional) father in what reflects a highly active and energetic community: one that seems to reflect a lot of cross class interactions and discussions. Did a community spirit ever really exist in Sao Paulo or any other city in the world and shouldnt we start to think a little more about the many communities they have always accomodated rather than one hegemonic defintion?
Tell me what you think